•quinta-feira, dezembro 25, 2008
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O que Te peço Senhor, é a graça de ser.
Não Te peço sapatos, peço-Te caminhos.
O gosto de caminhos recomeçados,
com as suas surpresas,
as suas mudanças,
a sua beleza.
Não Te peço coisas para segurar,
mas que as minhas mãos vazias
se entusiasmem na construção da vida.
Não Te peço que pares o tempo
na minha imagem predilecta,
mas que ensines os meus olhos
a encarar cada tempo
como uma nova oportunidade.
Afasta de mim as palavras
que servem apenas para evocar cansaços,
desânimos, distâncias.
Que eu não pense saber já tudo
acerca de mim e dos outros.
Mesmo quando não posso ou não tenho,
sei que consigo ser, Ser simplesmente.
É isso que Te peço, Senhor:
A graça de Ser de novo.
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José Tolentino Mendonça
O que Te peço Senhor, é a graça de ser.
Não Te peço sapatos, peço-Te caminhos.
O gosto de caminhos recomeçados,
com as suas surpresas,
as suas mudanças,
a sua beleza.
Não Te peço coisas para segurar,
mas que as minhas mãos vazias
se entusiasmem na construção da vida.
Não Te peço que pares o tempo
na minha imagem predilecta,
mas que ensines os meus olhos
a encarar cada tempo
como uma nova oportunidade.
Afasta de mim as palavras
que servem apenas para evocar cansaços,
desânimos, distâncias.
Que eu não pense saber já tudo
acerca de mim e dos outros.
Mesmo quando não posso ou não tenho,
sei que consigo ser, Ser simplesmente.
É isso que Te peço, Senhor:
A graça de Ser de novo.
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José Tolentino Mendonça

Se não falas,
vou encher o meu coração
com o Teu silêncio, e aguentá-lo.
Ficarei quieto, esperando, como a noite
Em sua vigília estrelada,
Com a cabeça pacientemente inclinada.
com o Teu silêncio, e aguentá-lo.
Ficarei quieto, esperando, como a noite
Em sua vigília estrelada,
Com a cabeça pacientemente inclinada.
A manhã certamente virá,
A escuridão se dissipará, e a Tua voz
Se derramará em torrentes douradas por todo o céu.
Então as Tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as Tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta.
Tagore
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"Aquela criança olhava fascinada para o pai. Este dizia-lhe: «Vês aquela coisa grande, ali, alta, é uma árvore. E aqui - enterrava uma sementinha - vai nascer uma como aquela.» A criança abria a boca de espanto e sorria. Acreditou. Não é que tivesse lógica, mas era o pai que lhe dizia!"
in: Não há Soluções Há Caminhos, Vasco Pinto Magalhães, sj
in: Não há Soluções Há Caminhos, Vasco Pinto Magalhães, sj
Luz terna, suave, no meio da noite,
Leva-me mais longe...
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe, leva-me mais longe...
Que importa se é tão longe, para mim,
A praia onde tenho de chegar,
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar?
Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a luz que me ilumina;
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua luz divina.
Esquece os meus passos mal andados,
Meu desamor perdoa e meu pecado.
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado.
Se Tu me dás a mão não terei medo,
Meus passos serão firmes no andar.
Luz terna, suave, leva-me mais longe;
Basta-me um passo para a Ti chegar.
Leva-me mais longe...
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe, leva-me mais longe...
Que importa se é tão longe, para mim,
A praia onde tenho de chegar,
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar?
Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a luz que me ilumina;
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua luz divina.
Esquece os meus passos mal andados,
Meu desamor perdoa e meu pecado.
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado.
Se Tu me dás a mão não terei medo,
Meus passos serão firmes no andar.
Luz terna, suave, leva-me mais longe;
Basta-me um passo para a Ti chegar.

