Frágeis, tímidas e perfumadas, as violetas (viola odorata), escondem-se sob a sua densa folhagem, salpicando o jardim de pequenos pontos coloridos. Desde a antiguidade que a violeta está associada ao amor, à humildade e à inocência
Amo-te nesta ideia nocturna da luz nas mãos E quero cair em desuso Fundir-me completamente. Esperar o clarão da tua vinda, a estrela, o teu anjo Os focos celestes que a candeia humana não iguala Que os olhos da pessoa amada não fazem esquecer. Amo tão grandemente a ideia do teu rosto que penso ver-te Voltado para mim Inclinado como a criança que quer voltar ao chão.