•sábado, março 20, 2010
S. José é o homem silencioso da Escritura.
Pode dizer-se que o seu silêncio define a segurança de Jesus.
Pode até ser intrigante esta figura do pai adoptivo de Jesus: não fala, não levanta a voz nem impõe a autoridade, nem se demora em discursos.
Pode até ser intrigante esta figura do pai adoptivo de Jesus: não fala, não levanta a voz nem impõe a autoridade, nem se demora em discursos.
Sem reclamar nem exigir, é um homem sereno e confiante. Mesmo quando anda atrapalhado, porque não sabe o que é que tem Maria e o que se passa com ela, é no silêncio da noite que escuta a voz de Deus que o leva a decidir receber Maria na sua casa, no seu coração.
Quando anda preocupado, em busca de Jesus, fá-lo em silêncio. Não vai o caminho todo a reclamar com Maria, porque ela deveria "andar atenta a onde o menino anda", não inventa razões para perturbar mais ainda a situação; depois, também não reclama de Jesus, não lhe diz "já tens idade para ter juízo!", "não sabes que tens de avisar?" ou "só nos dás desgostos!"
E não é que não o faça porque Jesus seja filho de Deus, porque ali Jesus é o seu filho, filho de José. José fica em silêncio mas não é um ausente.
José está presente
e no seu silêncio
dá segurança
a Maria que é mãe
e a Jesus que é filho.
Belo S. José, Justo e Bom!

