Author: violeta
•segunda-feira, novembro 29, 2010
"Ontem à noite, de bicicleta pela fria e escura rua Lairesse, desejava poder repetir o que então murmurei em voz baixa: "Deus, pega-me pela mão, acompanhar-te-ei bem-comportadamente, sem muita resistência. Não me desviarei de nada do que nesta vida vier de encontro a mim, tentarei integrar tudo em mim com as minhas melhores forças. Mas dá-me de vez em quando um momento de sossego. Também não pensarei mais, na minha ingenuidade, que essa paz, se ela vier, será eterna; hei-de aceitar igualmente o desassossego e a luta que hão-de vir outra vez. Gosto de me sentir abrigada e segura, mas não irei revoltar-me se for exposta ao relento, desde que seja pela Tua mão. Hei-de acompanhar-te sempre guiada pela tua mão e tentarei não ter medo. Hei-de tentar irradiar algo do amor, do verdadeiro amor ao próximo, que tenho dentro de mim, onde quer que eu esteja."
Etty Hillesum
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1 raízes:

On 26 de dezembro de 2010 às 23:36 , Anónimo disse...

Tentar... decidamente faz-nos caminhar. A certeza de uma mão segura que guia e acompanha faz correr experimentando uma paz e unidade profunda.