Author: Pétala
•sábado, dezembro 25, 2010
Author: violeta
•segunda-feira, dezembro 06, 2010

...não sei como se gerem estas horas galopantes onde tudo se acumula,
onde tanto se anula e tanto se dispersa...

Mas o poeta beneditino afirmou na habitual beleza que é a sua:

Seja o que for
será bom
é tudo

(Daniel Faria 1971-1999)
Author: violeta
•segunda-feira, novembro 29, 2010
"Ontem à noite, de bicicleta pela fria e escura rua Lairesse, desejava poder repetir o que então murmurei em voz baixa: "Deus, pega-me pela mão, acompanhar-te-ei bem-comportadamente, sem muita resistência. Não me desviarei de nada do que nesta vida vier de encontro a mim, tentarei integrar tudo em mim com as minhas melhores forças. Mas dá-me de vez em quando um momento de sossego. Também não pensarei mais, na minha ingenuidade, que essa paz, se ela vier, será eterna; hei-de aceitar igualmente o desassossego e a luta que hão-de vir outra vez. Gosto de me sentir abrigada e segura, mas não irei revoltar-me se for exposta ao relento, desde que seja pela Tua mão. Hei-de acompanhar-te sempre guiada pela tua mão e tentarei não ter medo. Hei-de tentar irradiar algo do amor, do verdadeiro amor ao próximo, que tenho dentro de mim, onde quer que eu esteja."
Etty Hillesum
Author: violeta
•domingo, novembro 21, 2010
Fundamental escolher sempre!
(sempre achei que não escolher é já em si, uma escolha...)
Vale a pena saborear o vídeo:

Canta Cristobel Fones
Author: Pétala
•quarta-feira, novembro 10, 2010

Anoche cuando dormía
soñé, ¡bendita ilusión!,
que una fontana fluía
dentro de mi corazón.
Di, ¿por qué acequia escondida,
agua, vienes hasta mí,
manantial de nueva vida
de donde nunca bebí?

Anoche cuando dormía
soñé, ¡bendita ilusión!,
que una colmena tenía
dentro de mi corazón;
y las doradas abejas
iban fabricando en él,
con las amarguras viejas
blanca cera y dulce miel.

Anoche cuando dormía
soñé, ¡bendita ilusión!,
que un ardiente sol lucía
dentro de mi corazón.
Era ardiente porque daba
calores de rojo hogar,
y era sol porque alumbraba
y porque hacía llorar.

Anoche cuando dormía
soñé, ¡bendita ilusión!,
que era Dios lo que tenía
dentro de mi corazón


(Antonio Machado)
Author: violeta
•quarta-feira, outubro 20, 2010
Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total
À agitação do mundo irreal
E calma subirei até às fontes.
Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora
E na face incompleta do amor. Irei beber a luz e o amanhecer
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa
E nela cumprirei todo o meu ser.


(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Author: violeta
•sábado, agosto 21, 2010
Sabe bem ouvir isto...



Não podemos largar a saudade daqueles que amamos mas serve-nos de consolo a alegria dos momentos que partilhamos com eles. Afinal, o amor é mesmo eterno!
Sabe bem ouvir isto...
Author: violeta
•sexta-feira, julho 02, 2010

Não há nada como escutar isto ao final de um dia, Beethoven...

Consulta aqui a folha da música:
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2810466642981084500

Author: violeta
•terça-feira, junho 22, 2010
Author: violeta
•terça-feira, junho 22, 2010
Author: violeta
•terça-feira, junho 15, 2010
Vale a pena ver as 6 partes!



Afinal, quem não gosta de Shostakovich?
Author: violeta
•domingo, maio 16, 2010
...porque eu acredito!

Author: violeta
•domingo, maio 16, 2010
Na tarde de 11 de Maio, no Terreiro do Paço foi assim:



(as fotos estão muito bem conseguidas, não foi a violeta que as tirou, pq estava noutra posição, mas tb não quis colocar aqui as fotos de um profissional. Obrigada P. A. Pinto)
...
Author: violeta
•sexta-feira, maio 07, 2010
Author: violeta
•segunda-feira, maio 03, 2010
O olfacto é uma vista estranha.
Evoca paisagens sentimentais por um desenhar súbito do subconsciente.
Tenho sentido isto muitas vezes.

Passo numa rua.
Não vejo nada, ou antes, olhando tudo, vejo como toda a gente vê.
Sei que vou por uma rua e não sei que ela existe com lados e feitios de casas diferentes e construídas por gente humana.

Passo numa rua.
De uma padaria sai um cheiro a pão que nauseia por doce no cheiro dele: e a minha infância ergue-se de determinado bairro distante, e outra padaria me surge daquele reino das fadas que é tudo o que se nos morreu.

Passo numa rua.
Cheira de repente às frutas do tabuleiro inclinado da loja estreita; e a minha breve vida no campo, não sei já quando nem onde, tem árvores ao fim e sossego no meu coração, indiscutivelmente menino.(…)

In "Livro do Desassossego"
Fernando Pessoa
Author: violeta
•domingo, abril 25, 2010


Gracias, Luz Casal por la belleza que ofreces!
Author: violeta
•quarta-feira, abril 21, 2010
Tomo a ousadia de partilhar o artigo de Público, 2010-04-02 José Manuel Fernandes.
«Não sou crente. Educado na fé católica, passei pelo ateísmo militante e hoje defino-me como agnóstico. Talvez não devesse, por isso, pôr-me a discutir os chamados "escândalos de pedofilia" na Igreja Católica. Até porque não sei se, como escreveu António Marujo neste jornal - no texto mais informado publicado sobre o tema em jornais portugueses -, estamos ou não perante "A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos".Tendo porém a concordar com um outro agnóstico, Marcello Pera, filósofo e membro do Senado italiano, que escreveu no Corriere della Sera que se, sob o comunismo e o nazismo, "a destruição da religião comportou a destruição da razão", a guerra hoje aberta visa de novo a destruição da religião e isso "não significará o triunfo da razão laica, mas uma nova barbárie". Por isso acho importante contrariar muitas das ideias feitas que têm marcado um debate inquinado por muita informação errada ou manipulada.
Vale por isso a pena começar por tentar saber se o problema da pedofilia e dos abusos sexuais - um problema cuja gravidade ninguém contesta, ocorram num colégio católico, na Casa Pia ou na residência de um embaixador - tem uma incidência especial em instituições da Igreja Católica. Os dados disponíveis não indicam que tenha: de acordo com os dados recolhidos por Thomas Plante, professor nas universidades de Stanford e Santa Clara, a ocorrência de relações sexuais com menores de 18 anos entre o clero do sexo masculino é, em proporção, metade da registada entre os homens adultos. É mesmo assim um crime imenso, pois não deveria existir um só caso, mas permite perceber que o problema não só não é mais frequente nas instituições católicas, como até é menos comum. Tem é muito mais visibilidade ao atingir instituições católicas.Uma segunda questão muito discutida é a de saber se existe uma relação entre o celibato e a ocorrência de abusos sexuais. Também aqui não só a evidência é a contrária - a esmagadora maioria dos abusos é praticada por familiares próximos das vítimas - como o tema do celibato é, antes do mais, um tema da Igreja e de quem o escolhe. Não existiu sempre como norma na Igreja de Roma e hoje esta aceita excepções (no clero do Oriente e entre os anglicanos convertidos). Pode ser que a norma mude um dia, mas provavelmente ninguém melhor do que o actual Papa para avaliar se esse momento é chegado - até porque talvez ninguém, no seio da Igreja Católica, tenha dedicado tanta atenção ao tema dos abusos sexuais e feito mudar tanta coisa como Bento XVI.Se algo choca na forma como têm vindo a ser noticiados estes "escândalos" é o modo como, incluindo no New York Times, se tem procurado atingir o Papa. Não tenho espaço, nem é relevante para esta discussão, para explicar as múltiplas deturpações e/ou omissões que têm permitido dirigir as setas das críticas contra Bento XVI, mas não posso deixar de recordar o que ele, primeiro como cardeal Ratzinger e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, depois como sucessor de João Paulo II, já fez neste domínio.Até ao final do século XX o Vaticano não tinha qualquer responsabilidade no julgamento e punição dos padres acusados de abusos sexuais (e não apenas de pedofilia). A partir de 2001, por influência de Ratzinger, o Papa João Paulo II assinou um decreto - Motu proprio Sacramentorum Sanctitatis Tutela - de acordo com o qual todos os casos detectados passaram a ter de ser comunicados à Congregação para a Doutrina da Fé. Ratzinger enfrentou então muitas oposições, pois passou a tratar de forma muito mais expedita casos que, de acordo com instruções datadas de 1962, exigiam processos muito morosos. A nova política da Congregação para a Doutrina da Fé passou a ser a de considerar que era mais importante agir rapidamente do que preservar os formalismos legais da Igreja, o que lhe permitiu encerrar administrativamente 60 por cento dos casos e adoptar uma linha de "tolerância zero".Depois, mal foi eleito Papa, Bento XVI continuou a agir com rapidez e, entre as suas primeiras decisões, há que assinalar a tomada de medidas disciplinares contra dois altos responsáveis que, há décadas, as conseguiam iludir por terem "protectores" nas altas esferas do Vaticano. A seguir escolheu os Estados Unidos - um dos países onde os casos de abusos cometidos por padres haviam atingido maiores proporções - para uma das suas primeiras deslocações ao estrangeiro e, aí (tal como, depois, na Austrália), tornou-se no primeiro chefe da Igreja de Roma a receber pessoalmente vítimas de abusos sexuais. Nessa visita não evitou o tema e referiu-se-lhe cinco vezes nas suas diferentes orações e discursos.Agora, na carta que escreveu aos cristãos irlandeses, não só não se limitou a pedir perdão, como definiu claramente o comportamento dos abusadores como "um crime" e não apenas como "um pecado", ao contrário do que alguns têm escrito por Portugal. Ao aceitar a resignação do máximo responsável pela Igreja da Irlanda também deu outro importante sinal: a dureza com que o antigo responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé passou a tratar os abusadores tem agora correspondência na dureza com que o Papa trata a hierarquia que não soube tratar do problema e pôr cobro aos crimes.De facto - e este aspecto é muito importante - a ocorrência destes casos de abusos sexuais obriga à tomada de medidas pelos diferentes episcopados. Quando isso acontece, a situação muda radicalmente. Nos Estados Unidos, país onde primeiro se conheceu a dimensão do problema, a Conferência de Dallas de 2002 adoptou uma "Carta para a Protecção de Menores de Abuso Sexual" que levaria à expulsão de 700 padres. No Reino Unido, na sequência do Relatório Nolan (2001), acabou-se de vez com a prática de tratar estes assuntos apenas no interior da Igreja, passando a ser obrigatório dar deles conta às autoridades judiciais. A partir de então, como notava esta semana, no The Times, William Rees-Mogg, a Igreja de Inglaterra e de Gales "optou pela reforma, pela abertura e pela perseguição dos abusadores em vez de persistir no segredo, na ocultação e na transferência de paróquia dos incriminados".Bento XVI, que não despertou para este problema nas últimas semanas, não deverá precipitar decisões por causa desta polémica. No passado domingo, durante as cerimónias do Domingo de Ramos, pediu aos crentes para não se deixarem intimidar pelos "murmúrios da opinião dominante", e é natural que o tenha feito: se a Igreja tivesse deixado que a sua vida bimilenar fosse guiada pelo sentido volátil dos ventos há muito que teria desaparecido.Ao mesmo tempo, como assinalava John L. Allen, jornalista do National Catholic Reporter, em coluna de opinião no New York Times, "para todos os que conhecem a experiência recente do Vaticano nesta matéria, Bento XVI não é parte do problema, antes poderá ser boa parte da solução".Uma demonstração disso mesmo pode ser encontrada na sua primeira encíclica, Deus Caritas Est, de 25 de Dezembro de 2005, ano em que foi eleito. Boa parte dela ocupa-se da reconciliação, digamos assim, entre as concepções de "eros", o termo grego para êxtase sexual, e de "ágape", a palavra que o cristianismo adoptou para designar o amor entre homem e mulher. Se, como referia António Marujo na sua análise, o teólogo Hans Küng considera que existe uma "relação crispada" entre catolicismo e sexualidade, essa encíclica, ao recuperar o valor do "eros", mostra que Bento XVI conhece o mundo que pisa.Por isso eu, que nem sou crente, fui informar-me sobre os casos e sobre a doutrina e escrevi este texto que, nos dias inflamados que correm, se arrisca a atrair muita pedrada. Ela que venha.»
JORNAL Público, 2010-04-02 José Manuel Fernandes
Author: violeta
•sábado, março 20, 2010

S. José é o homem silencioso da Escritura.

Pode dizer-se que o seu silêncio define a segurança de Jesus.
Pode até ser intrigante esta figura do pai adoptivo de Jesus: não fala, não levanta a voz nem impõe a autoridade, nem se demora em discursos.

Sem reclamar nem exigir, é um homem sereno e confiante. Mesmo quando anda atrapalhado, porque não sabe o que é que tem Maria e o que se passa com ela, é no silêncio da noite que escuta a voz de Deus que o leva a decidir receber Maria na sua casa, no seu coração.

Quando anda preocupado, em busca de Jesus, fá-lo em silêncio. Não vai o caminho todo a reclamar com Maria, porque ela deveria "andar atenta a onde o menino anda", não inventa razões para perturbar mais ainda a situação; depois, também não reclama de Jesus, não lhe diz "já tens idade para ter juízo!", "não sabes que tens de avisar?" ou "só nos dás desgostos!"

E não é que não o faça porque Jesus seja filho de Deus, porque ali Jesus é o seu filho, filho de José. José fica em silêncio mas não é um ausente.

José está presente

e no seu silêncio

dá segurança

a Maria que é mãe

e a Jesus que é filho.


Belo S. José, Justo e Bom!

Author: Pétala
•quarta-feira, março 17, 2010
Hoje como ontem,
voltamos a encontrar-nos
num canto do caminho,
e é como se nada tivesse mudado...
mas...não é bem assim:

se olhamos para trás, lá ficaram nossas pegadas,
também as daqueles que nos acompanharam,
as alegrias e os silêncios daquilo que vivemos,
e o ontem abriu passo a um hoje novo;
também em nós ha novidades.
Hoje como ontem,
de certeza,

desejamos caminhar, e descobrir
o que ainda nos falta por viver,
porque procuramos um presente
e esperamos num futuro
que em cada instante se recria.
Hoje como ontem,
fico feliz por continuar a caminhar contigo.
Author: violeta
•segunda-feira, março 08, 2010



«Quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte».


Author: violeta
•quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Quaresma.
Ouvir Deus dizer: “Estou à porta e bato”.

Quaresma.
Inaugurar caminhos no conhecido e no comum.
Escutar o Reino a crescer.
Dividir a vida, porque só assim ela se multiplica.

Quaresma.
Confiar.
Unir.
70X7.
Aceitar.
Cruz e Ressurreição.
Olhar para longe.
Ir ao encontro dos últimos.
Escrever: “nenhum coração é uma ilha”.

Quaresma.
Escutar mais uma vez.
Ter tempo para o outro.
Apagar solidões e medos.
Fixar-se no extraordinário convite para partilhar o Pão e o Vinho.
Começar a conversa difícil com um sorriso.

Quaresma.
Perdoar.
Repartir.
Respeitar o ponto de vista do outro.
Contar uma história.
Enxugar uma lágrima.
Encorajar.

Quaresma.
Celebrar tudo num gesto.
Descobrir: a Páscoa é também um modo de ser.
De viver.
Recordar.
Esquecer.
Construir.
Viver cada dia, este dia como se a vida inteira o tivéssemos esperado.

Quaresma.
E a Páscoa tão perto.

Pe. José Tolentino Mendonça
Author: violeta
•quinta-feira, janeiro 28, 2010

"Sentimos que, mesmo depois de serem respondidas todas as questões científicas possíveis, os problemas da vida permanecem completamente intactos."


Ludwig Wittgenstein

Author: violeta
•terça-feira, janeiro 12, 2010

Apresento-te Amarantine: